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MANUAL DE DIREITO CIVIL - VOLUME 4 - DIREITOS REAIS E DIREITOS INTELECTUAIS
ROBERTO SENISE LISBOA

 

 

  


 
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VENDA - COM CORPO, MENTE E ALMA : ENTENDA AS COMPETÊNCIAS QUE LEVAM À EXCELÊNCIA EM VENDAS
RUBENS PIMENTEL NETO , YURI TRAFANE

 

 

 

 

 


 
COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL NA PRÁTICA
ISABEL MACARENCO

 

 

 

 



O ESSENCIAL DA CONTABILIDADE PÚBLICA
DANIEL ARRUDA  

 

 

 


 

1 -Perguntas e respostas explicam notas do exame em cada área
2 - Veto a entidade não educacional foi lobby de faculdades, diz fundação
3 -
Especializações tops perdem aval do MEC

 
1 - Perguntas e respostas explicam notas do exame em cada área

Fonte: MEC

29/01/2010 - Existe uma nota global do Enem? – Não, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) não calcula uma média global de desempenho, apenas apresenta as médias separadamente.

A prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem cinco notas: uma para cada área de conhecimento avaliada – ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática –, mais a média da redação. Para o cálculo das médias em cada uma das quatro áreas foi utilizada metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que busca medir o conhecimento a partir do comportamento observado em testes. No caso da redação, os critérios são os mesmos do Enem tradicional.

Para distribuição das vagas no Sistema de Seleção Unificada, do Ministério da Educação, as instituições vão utilizar o conjunto de notas do Enem segundo critérios específicos de agregação e peso.

Como é calculada a nota do Enem em TRI? – Diferentemente de uma prova comum, a nota do Enem em cada área não representa simplesmente a proporção de questões que o estudante acertou na prova. Em cada uma das quatro áreas avaliadas, a média obtida depende, além do número de questões respondidas corretamente, também da dificuldade das questões que se erra e se acerta, e da consistência das respostas. Por isso, pessoas que acertam o mesmo número absoluto de itens podem obter médias de desempenho distintas.

O que representa a nota? – Na escala construída para o Enem, dentro de cada uma das áreas avaliadas, a nota 500 representa a média obtida pelos concluintes do ensino médio que realizaram a prova (excluídos os egressos e treineiros). Portanto, quanto mais distante de 500 for a nota do estudante, para cima, maior o desempenho obtido em relação à média dos participantes. Mesmo raciocínio vale para desempenho menor que 500, que aponta desempenho pior em relação ao obtido pela média.

Escala – Os limites da escala, dentro de cada área, variam conforme o nível de dificuldade das questões da prova e o comportamento dos estudantes em cada questão. Portanto, o mínimo e máximo para cada área avaliada não são pré-fixados.

Na prova de ciências da natureza e suas tecnologias, a análise TRI apontou que a menor média de proficiência observada foi 263,3. Esse número representa o início da escala para essa área, ou seja, o nível mais baixo de proficiência possível de mensuração pelas questões da prova. A maior proficiência foi 903,2.

Para ciências humanas e suas tecnologias, as notas variam entre 300,0 e 887,0. Para a área de linguagens, códigos e suas tecnologias, as médias ficam entre 224,3 e 835,6. No caso de matemática e suas tecnologias, as notas vão de 345,9 a 985,1.

Assessoria de Imprensa do Inep

Confira as médias de proficiência do Enem, calculadas segundo a TRI
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=2748&Itemid=


2 - Veto a entidade não educacional foi lobby de faculdades, diz fundação
Fonte: Folha de São Paulo

29/01/2010 - O Conselho Nacional de Educação atendeu a "lobby das faculdades particulares" ao proibir que o MEC reconheça diplomas de especialização de entidades não educacionais, afirma o presidente da FIA (uma das instituições afetadas), Claudio Felisoni.

O órgão normativo educacional aprovou anteontem parecer que determina que entidades como fundações e hospitais não sejam mais credenciados no ministério.
Os cursos, que chegam a custar cerca de R$ 20 mil, podem continuar existindo, mas sem o aval oficial.

"O conselho atendeu ao lobby das faculdades particulares. Só elas poderão emitir diplomas com a chancela do MEC. Será um diferencial importante", disse Felisoni - a FIA nasceu como fundação de apoio à USP, mas vem se separando da universidade. Mais de 6.000 estudantes já fizeram seus cursos de MBA.

As entidades afetadas (cerca de 140) afirmam que recorrerão da decisão. Além disso, a medida precisa ser homologada pelo ministro Fernando Haddad (Educação)- sua assessoria diz que ele ainda analisará o caso.

"Quase educacionais"
Um dos autores do parecer do conselho de educação, Edson Nunes afirma que a medida foi tomada para "organizar" o sistema educacional, uma vez que havia instituições "quase educacionais", o que não está previsto na Lei de Diretrizes e Bases.
Em relação às declarações do dirigente da FIA, Nunes afirmou: "Lamento a desonestidade intelectual dele. A FIA, primeiro, precisa decidir se é uma entidade pública ou privada. Não dá para ficar nesse limbo".

Outras entidades
O diretor de ensino do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (outra instituição afetada), Roberto de Queiroz Padilha, afirmou que "o maior prejudicado é o aluno, que pode ter dificuldades quando apresentar seu diploma".
A instituição tem cerca de 300 alunos em seus programas de especialização.

Padilha entende que não deverá haver perda de demanda. "Nossos cursos são reconhecidos pela sociedade."

Já o Hospital Israelita Albert Einstein, que também possui o chamado credenciamento especial, afirma que a medida tomada pelo conselho de educação não o afetará.

A instituição diz que já tem uma faculdade de enfermagem -desta forma, pode ser considerada também uma entidade de ensino. (FT)


3 -Especializações tops perdem aval do MEC
Fonte: Folha de São Paulo

28/01/2010 - Cursos de entidades não educacionais não poderão mais emitir diplomas com reconhecimento do ministério, diz conselho

Medida atinge Fipe e FIA, cujos MBAs estão entre os mais caros do país, e hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês; entidades vão recorrer

FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL

O Conselho Nacional de Educação determinou ontem que especializações dadas por entidades não educacionais, como hospitais e fundações, não poderão mais emitir diplomas com reconhecimento do Ministério da Educação.

A medida atinge cursos como os da FIA, da Fipecafi e da Fipe (cujos MBAs estão entre os mais caros do país); dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês; do Tribunal Regional Federal (SP); e da Escola Paulista de Magistratura. No total, são 138 instituições afetadas.

A decisão precisa ser homologada pelo ministro Fernando Haddad (Educação). As entidades afirmam que irão recorrer.

Segundo o conselho de educação, as instituições podem continuar oferecendo os cursos. Os diplomas, porém, não serão mais reconhecidos pelo MEC -chancela que servia de chamariz para os cursos, que chegam a custar cerca de R$ 20 mil (caso do MBA da Fipe).

Passarão a funcionar como cursos livres, semelhantes aos de idioma, em que é emitido um certificado, mas não reconhecido pelo ministério.

O órgão que normatiza a educação nacional considerou basicamente a legislação para tomar a medida, não a qualidade dos cursos dessas entidades.

"A Lei de Diretrizes e Bases é clara. Apenas entidades de ensino podem expedir diplomas acadêmicos. Formação profissional é outra coisa", disse Edson Nunes, membro do órgão e professor da Universidade Candido Mendes (RJ).

Recurso
A Funasp (entidade que representa fundações como FIA, Fipe e Fipecafi) diz que o parecer foi aprovado para beneficiar faculdades privadas. Como são entidades educacionais, os diplomas das particulares continuarão sendo reconhecidos pelo MEC, caso a norma seja confirmada pelo ministro.

Assim, reclama a entidade, o reconhecimento do diploma passará a ser um diferencial no mercado de cursos de especializações. Ela diz que recorrerá no próprio conselho, ao ministro e, se necessário, à Justiça.

O parecer foi aprovado inicialmente no ano passado. Ao chegar a Haddad, ele pediu que a questão fosse reexaminada pelo conselho, o que foi feito ontem -foram 11 votos a favor do parecer e uma abstenção.

Calendário
As autorizações para entidades não educacionais concederem diplomas reconhecidos pelo MEC vêm sendo concedidas há mais de 30 anos. O conselho afirma que a ideia inicial era liberar cursos para instituições de "excepcional excelência".

Devido ao volume de pedidos, defende o órgão, a característica foi desvirtuada.
O fim do chamado credenciamento especial dependerá do período de autorização que cada entidade recebeu. Algumas, cujas licenças já estão expiradas, não poderão expedir diplomas para novos alunos.

Segundo Nunes, cerca de metade das autorizações vence neste ano; outras vão até 2013, ano em que nenhuma entidade não educacional poderá mais conceder o diploma.